sexta-feira, 3 de março de 2017

QUANTO MENOS EDUCAÇÃO, MELHOR

O nível de escolaridade para exercer cargos em comissão nos poderes Executivo e Legislativo de Paraty/RJ não serve de estímulo para avançar na EDUCAÇÃO. Aliás, quanto menos tempo de educação formal o candidato tiver, melhor. EDUCAÇÃO nunca foi e nunca será parâmetro para a meritocracia no município de Paraty/RJ, pois a mediocridade nivela por baixo e serve de exemplo negativo para todos que buscam o conhecimento.
A culpa, no frigir dos ovos, ainda é do eleitor, não acha???
Conheça abaixo o PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 001/17 que premia a estupidez!

Dentre outros assuntos discutidos na 1ª Sessão Extraordinária da Câmara Municipal de Vereadores de Paraty/RJ, realizada em 18/02/17, ocorreu a 1ª votação e aprovação do PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 001/17, de autoria da Mesa Diretora, que dispõe sobre a alteração do Quadro B - Cargos em Comissão da Lei Complementar n.º 028, de 23 de março de 2016. 

Ver PL abaixo.


O supracitado PL altera o Quadro B - Cargos em Comissão da Lei Complementar n.º 028, de 23 de março de 2016, especificamente os cargos em comissão de Assessor Legislativo I e II e também de Chefe de Gabinete de Vereador. Ver abaixo o quadro original.

Na verdade, o que está sendo alterado pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Paraty/RJ é a ESCOLARIDADE mínima para ocupar tais cargos. Para os cargos de Assessor Legislativo I e Assessor Legislativo II a ESCOLARIDADE mínima exigida deixa de ser o Ensino Médio Completo e passa a ser, respectivamente, "notório saber" e 1º Segmento do Ensino Fundamental. Já para o cargo em comissão de Chefe de Gabinete de Vereador, ao invés do Ensino Médio Completo, o ocupante do cargo deverá ter apenas o 1º Segmento do Ensino Fundamental. 

Não é de causar estranheza tal primazia pela ignorância, pois o atual prefeito não possui nem o Ensino Médio Completo. E por outro lado, é de praxe que os assessores do prefeito e também dos vereadores tenham nível de ESCOLARIDADE logo acima destas autoridades, pois estas precisam ser bem orientadas no trato da coisa pública.

Ironias à parte, o rebaixamento da Educação formal para ocupação de cargos em comissão retrata com fidelidade a realidade daqueles que estão gerindo o município. O completo desprezo pela Educação como mérito para ocupar posições de destaque na sociedade. Esta é a régua que nivela os poderes Executivo e Legislativo. A régua da mediocridade!

Por isso, também não causa estranheza a luta dos estudantes do ensino superior de Paraty por meios de transporte dignos para que eles possam avançar em seus estudos. O deboche e a falta de interesse pela Educação, materializada neste PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 001/17, desnuda qualquer tentativa das autoridades públicas em socorrer os estudantes que não têm condições de realizar o deslocamento para o local de suas faculdades/universidades. O fazem em troca do voto, não pela importância da causa.

Ademais, o que esperar das ações, projetos e programas para a EDUCAÇÃO no município de Paraty/RJ? NADA. 

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