sexta-feira, 29 de julho de 2016

PLP 257/16 É EMBUSTE


Somos contra o PLP 257/16, mais conhecido como "O Projeto do Juízo Final". Este projeto é um verdadeiro embuste, que usa a renegociação da Dívida dos Estados como algo benéfico ao país, mas em contrapartida remeterá ao funcionalismo público os custos do seu pagamento, ou seja, por um lado, os governos dos Estados poderão ficar com as contas públicas em dia, mas por outro lado, este ajuste será realizado às custas de demissões e pelo desmantelamento e asfixia do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, etc. 
Será a maior armadilha já montada para esfacelar com a Operação Lava Jato e todos os demais órgãos responsáveis pelas investigações, condenações e defesa da moralidade pública. A aprovação do PLP 257/16, nos moldes que aí está, será a anuência do Congresso Nacional a favor da CORRUPÇÃO que assola o país.
Quando eu digo que o PLP 257/16 poderá ajudar os Estados a resolver seu passivo, é porque não há garantias e, além disso, as péssimas administrações públicas e escândalos de corrupção já indicam que esta Dívida não pode e não deve ser paga às custas da perda dos empregos dos servidores, principalmente, dos servidores que lutam bravamente contra a corrupção instaurada neste país.
Antigamente os governadores do Estado quebravam os bancos estaduais para resolver os problemas financeiros de sua e das demais gestões anteriores e, sem pejo de dizer, muitos resolveram suas vidas particulares.
Agora querem matar dois coelhos com uma cajadada só. Aliviam um passivo ultrajante para os cofres públicos e no bojo, usando de uma desfaçatez peculiar, querem pôr fim à Lava Jato e ainda desarticular, desmantelar, dizimar, asfixiar com o Poder Judiciário, Ministérios Públicos e Defensorias Públicas em todo o país.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

NÃO HÁ NEM UM CANDIDATO DESCRENTE?

O cenário que ora está configurando-se para eleição municipal deste ano de 2016 deverá ser muito mais formado por acusações entre os principais candidatos que por propostas. E o candidato que ousar em apresentar suas propostas será muito tímido e parcimonioso em seus compromissos de campanha, pois a atual gestão não fez a grande maioria das coisas que prometeu e o eleitor já perdeu as esperanças. A coisa mais eficiente desta atual gestão foi dizimar com o devir. Prostou a credibilidade. Sua e de quem tiver coragem em bradar que vai fazer algo para o povo nos mesmos patamares das promessas que foram alvo na eleição de 2012. Promessas nunca antes ouvidas pelo eleitor mais atento, mas que ecoou como a solução para todas as frustrações do paratiense. Abaixo você irá conhecer as propostas, ou melhor, uma solução para o principal problema de Paraty: a segregação dos bairros de Ilha das Cobras e Mangueira. As mazelas desses bairros não são a causa de uma Paraty violenta, sem educação e que gasta fábulas de dinheiro com a saúde pública, mas a consequência de uma Paraty dividida por um aeroporto e que tem a sua parte mais frágil fadada à degeneração sócio-econômica.
O segundo maior problema é como recebemos os visitantes. A primeira impressão é a que fica. Hoje a Av. Roberto Silveira parece a entrada de uma favela. Parece que o subúrbio da baixada fluminense tem um dos seus acessos o trevo de Paraty/RJ. Pra acabar de vez e dar a mão à palmatória temos um desvio da via nos mesmos moldes que os morros da cidade do Rio de Janeiro conhecem. Um improviso amador, acompanhado de uma solução paliativa para um problema sistêmico. Todos os caminhos levam à nova rodoviária, como se tal obra fosse a meca desta atual administração. Que decepção! Espero que o próximo prefeito transforme a rodoviária recém inaugurada num Centro de Atendimento ao Cidadão, com todos os serviços de fiscalização, pagamento de tributos e dívida ativa, atendimento ao contribuinte, alvarás, aberturas de MEI, etc. Aqui outro problema: como tratamos o contribuinte, pagador de tributos; quem trabalha e gera riquezas.
Vamos então às soluções propostas para algum candidato sobrando.

sábado, 16 de julho de 2016

ESTRADA PARATY-CUNHA: A DIVINA COMÉDIA

Quem sai de São Paulo, por exemplo, e escolhe a estrada Paraty-Cunha para chegar em Paraty/RJ, desde o acesso na Rodovia Presidente Dutra até o último bloquete instalado na recente obra de pavimentação do trecho dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB), vai encontrar uma estrada com uma ótima pavimentação, bem sinalizada e muito segura. E dali pra frente??? 
Na verdade, pode-se constatar que a recente obra de pavimentação do trecho da Paraty-Cunha cumpre o seu propósito, ou seja, fazer a ligação entre Cunha/SP, um trecho com asfalto de ótima qualidade, sinalizado e com equipamentos de segurança, como por exemplo, guard rail e dispositivo retrorrefletivo usado como divisor das duas mãos da pista, e Paraty/RJ, um caminho com graves problemas, asfalto de péssima qualidade, vários buracos, péssima sinalização e sem qualquer equipamento de segurança, com duas pontes estreitas que permitem o trânsito de apenas um veículo por vez, sendo uma ainda de madeira, e pra piorar uma pedra gigante localizada em uma curva perigosa, encobrindo a visão dos dois lados da pista, onde os menos prudentes não reduzem a velocidade e buzinam para avisar que estão fazendo a conversão, pois dois carros não podem passar por ali ao mesmo tempo.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

PARATY ESTÁ UM DESASTRE: O QUE KEYNES TEM A VER COM ISSO?

O pensamento de Keynes pode explicar em muito o momento de profunda crise que enfrenta o município de Paraty/RJ. A falta de investimento público asfixia a economia local, atualmente instável, tendente ao desemprego, escândalos e crises cíclicas pautadas por períodos cada vez mais curtos. Por outro lado, o pouco que é investido torna-se inútil para garantir o nível de emprego de longo prazo e muitos dos dispendiosos contratos de prestação de serviços celebrados com a iniciativa privada nas áreas de Saúde, Transporte, Educação, Saneamento, etc., são nocivos ao bem-estar da população e acabam trazendo mais problemas que soluções. No final das contas, quem paga a conta por uma visão de mundo (weltanschauung) medíocre dos governantes é você. No caso do transporte público, muitos pagaram com suas próprias vidas!