quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festa do Divino atinge 95 pontos. Ouviu o que eu falei?

Quem pensou que eu estou me referindo ao Turismo ou à taxa de ocupação das pousadas neste último fim de semana da festa se enganou. Mesmo porque as pousadas tiveram uma maior procura por parte do dia dos namorados e a Festa do Divino, ainda não passa de uma festa de impacto local, pois muita gente de Paraty vem no centro histórico apenas nessa época do ano. A fé continua a remover montanhas de pessoas!
Não posso me calar nesse momento. É oportuno dizer bem baixinho que os shows nos divinos palcos chegaram a emitir 95 decibéis - dB (A), medidos em frente à porta da Pousada Porto Imperial. Quem não acredita é só lembrar que não dava pra conversar normalmente nas barracas de comida sentado à mesa. Qualquer comentário nem ficou pra depois do show. Não preciso dizer que acabou muito tarde.
Mas voltando às vacas frias, vale ressaltar que temos uma pá de legislação sobre a tal poluição sonora e ainda não comecei a falar da qualidade das atrações e seu preço. Usualmente pode-se recorrer ao artigo 225 da Constituição Federal e daí em diante tem-se a Lei n.º 6.938/81; Decreto nº 99.274/90 que regulamenta a Lei nº 6.938/81, Resolução CONAMA nº 001, de 08.03.1990; a Resolução CONAMA nº 002, de 08.03.1990; e as Normas de nºs 10.151 e 10.152 da ABNT.
No Estado do Rio de Janeiro a Lei do Silêncio é a de nº. 126, de 10 de maio de 1977, que estabelece que, no período entre 22 e 7 horas, consideram-se prejudiciais à saúde, à segurança ou ao sossego públicos quaisquer ruídos que atinjam, no ambiente exterior ao recinto em que têm origem, nível sonoro superior a 85 (oitenta e cinco) decibéis, medidos na curva C do "Medidor de Intensidade de Som", de acordo com o método MB-268, prescrito pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. Os shows foram ao ar livre e invadiram os recintos! Um carro de fórmula 1 pode atingir 120 decibéis - dB (A). É quase um carro desses rondando a sua porta por duas horas seguidas sem ter que dar a volta na pista pra refrescar o seu ouvido.
Por que a lei permite até 85 decibéis? Porque de acordo com a Organização Mundial da Saúde o limite de suporte do organismo humano à poluição sonora é de 65 dB (A) e a partir de 85 dB (A) o sistema auditivo é prejudicado.
Não vou me tornar repetitivo e leviano em afirmar que estão sendo desrespeitadas TODAS as legislações acima citadas. Por enquanto ainda estou a falar do volume do som, ou seja, da quantidade de som medida em decibéis-dB (A).
Não vou comentar acerca da qualidade musical dos shows.
Do preço então...já tem muita gente comentando e não vou gastar tempo, tampouco latim.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

DIVULGAÇÃO DO TURISMO DE PARATY TEM QUEDA DE 76% NO 1º QUADRIMESTRE DE 2011


Convention & Visitors Bureaux são organizações sem fins lucrativos, dedicadas à promoção do destino turístico, local ideal para realização de turismo de eventos, de negócios e de lazer.
No final do século XIX por iniciativa dos empresários de Detroit, USA, foi criado o primeiro Convention & Visitors Bureau do mundo. Logo em seguida, além de outros destinos norte-americanos, a idéia chega à Europa e em 1905 a cidade de Londres constituiu o seu Convention & Visitors Bureau.
A partir dos anos 80 a Ásia e América Latina aderiram ao movimento sendo criados os Convention & Visitors Bureaux das principais capitais, tais como: Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Montevidéo.
Com o passar do tempo os Convention & Visitors Bureaux se tornaram instituições mais completas, intermediando a venda do destino não só para profissionais do setor, mas para consumidores finais em sua totalidade. Dessa forma, passaram a assumir um papel diferenciado e de governança nos destinos turísticos que estão instalados, realizando parcerias com Prefeituras e Governos Estadual e Federal na promoção do destino e sua inserção nos mercados turísticos nacional e  internacional.
Em Paraty/RJ o Convention & Visitors Bureau foi fundado em janeiro de 2007. A instituição tem como principal objetivo promover a Cidade de Paraty, divulgando nos mercados turísticos nacional e internacional o seu potencial natural, histórico, cultural, comercial, hoteleiro, náutico, gastronômico, de lazer, de eventos e negócios. Atualmente a instituição conta com mais de 70 associados, que unidos se dedicam à múltipla tarefa de divulgar mundo afora a diversidade de atrativos e encantos de Paraty, e de redimensionar e qualificar sua visitação turística, sempre respeitando o ritmo, a diversidade humana e cultural do lugar.
Nos anos de 2009 e 2010 a Prefeitura de Paraty firmou parceria com o Paraty C&VB para executar ações, tais como: a participação em diversas feiras nacionais e internacionais, como, por exemplo, a FIT/Buenos; EBS - Feira do Profissional de Eventos – São Paulo, SP; AVVIRP - Feira das Agências de Viagens da Região de Ribeirão Preto/SP; a Adventure Sports Fair  – São Paulo/SP; o Congresso da ABAV realizado no Rio de Janeiro/RJ, Salão Nacional de Turismo, Salão estadual de Turismo do Rio de Janeiro, Festival de Turismo de Gramado, além de contratação de assessoria de imprensa profissional e realização de diversos PressTrips e FamTours.
A escolha do Paraty C&VB como entidade para celebrar instrumentos de repasses de recursos junto ao poder público local decorre do seu conhecimento dos mercados turísticos nacional e internacional; pela representatividade e liderança que a instituição têm junto ao trade local; pela seriedade na condução de todos os temas relacionados com turismo no município, bem como a participação efetiva nos programas do MTur dentro do Plano Nacional de Turismo, como por exemplo, o Caravana Brasil, Destinos Indutores, Inventário Turístico, entre outros, e também junto ao COMTUR, conselho responsável pela elaboração de políticas públicas para o turismo do município e no Grupo Gestor Mar de Cultura, representando o trade na elaboração do Estudo de Competitividade do Turismo de Paraty. Pode-se ainda afirmar que Paraty Convention & Visitors Bureau tem serviço prestado no município durante os seus quatro anos de existência, apoiando direta e indiretamente o Festival Internacional de Literatura (FLIP); Paraty Em Foco - Festival Internacional Fnac de Fotografia; Bourbon Festival  Paraty; Festival Internacional de Cinema de Paraty; Festival da Cachaça e de Produtos Típicos Caiçaras; Carnamar - nas ondas da folia; Carnaval – maior festa popular do mundo.
Importante ainda destacar que de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego,  extraídos da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS a partir de um questionário anual preenchido obrigatoriamente por todas as firmas registradas no país, foi possível analisar a participação de cada setor da economia no total das firmas do município de Paraty.
Observa-se que as microempresas representam em torno de 90% do total dos estabelecimentos formais existentes em Paraty e que a maior concentração dessas empresas é verificada no setor de Serviços seguido pelo de Comércio.
Portanto, quando o Paraty C&VB trabalha para promover e inserir a economia doméstica nos mercados turísticos nacional e internacional, tendo em vista a exposição sistêmica do destino local e implementa ações visando ao aumento do volume e do padrão de consumo da demanda turística e, consequentemente, na ampliação do volume de negócios, está trabalhando em prol da maioria das microempresas prestadoras de serviços e ligadas ao comércio e consequentemente ao turismo. O Paraty C&VB trabalha direta e indiretamente para promover o destino Paraty e não uma pequena parcela da economia local.
Infelizmente, até o 1º semestre de 2011 o Paraty C&VB não conseguiu efetivar a parceria junto à Prefeitura, deixando de promover o turismo do município. Esta indefinição do poder público já trouxe prejuízos irreparáveis ao setor. Tal prejuízo pode ser mesurado pela quantidade de cm²/colunas veiculados de janeiro a abril de 2010 em comparação com o resultado no mesmo período de 2011.
De janeiro a abril de 2010 tivemos o resultado de 3.773 cm²/col. publicados de matérias espontâneas divulgando a cidade. Dentro desse número, Minas Gerais deu maior espaço em suas mídias, participando com 33% de todos os cm/coluna veiculados sobre Paraty, seguido por São Paulo com 27%, Rio de Janeiro 25% e Mídia Especializada em Turismo com 15%. Neste ano de 2011, no mesmo período (de janeiro a abril de 2011) por falta de seriedade da Prefeitura na condução da política de turismo, tivemos um resultado insignificante de 897 cm²/col. Uma queda de 76% em relação a 2010, ou seja, deixou-se de veicular 2.876 cm²/col. Ou seja, por falta de recursos o destino Paraty teve uma participação inexpressiva nas feiras do 1º quadrimestre de 2011, deixando de atingir o público-final da maneira que a cidade exige, ou seja, com estande montado e de ótimo padrão, bem como produzindo e distribuindo material direcionado para o seu público-alvo. Além disso, deixamos de realizar campanhas de marketing e mídia integrada com essas feiras, comprometendo todo o trabalho de assessoria de imprensa.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Royalties do Petróleo como instrumento para garantir a sustentabilidade local

De acordo com TCE-RJ, o PIB de Paraty em 2008 foi de R$ 448 milhões eo PIB Percapita 12,7 mil. No PIB de 2008, a agropecurária participou com 4,1%, a Indústria com 29,3%, a Administração Pública com 27,6% e Outros Serviços (Turismo) com apenas 39%. Em relação à arrecadação dos recursos prórpios, de 2004 a 2009 houve uma redução de 65% no esforço do município em arrecadar seus próprios tributos. Por outro lado, em 2009 a receita de transferências (ICMS, FPM, sem contar os royalties) representou 33% do total da receita do município. Já com os royaltyes computados no cálculo das transferências governamentais, essa dependência aumentou para 83%.
Fica fácil constatar que há uma concentração da receita do município numa única fonte de recursos (royalties do petróleo) e também uma frouxidão fiscal do governo, resultante na perda de arrecadação dos seus recursos próprios. Pode-se ir um pouco mais longe e arriscar: o contribuinte perdeu a confiança no poder público e, por isso, deixa de pagar seus tributos. Por um lado, devido às inúmeras anistias concedidas, e de outro, o descrédito da população pela falta de objetividade e efetividade do governo na aplicação dos recursos, como por exemplo, do ISS, em políticas públicas destinadas ao desenvolvimento da atividade turística.
Qual seria um caminho a ser trilhado pelo governo? Que o Fundo Municipal de Turismo seja um fundo que considere o incentivo fiscal do ISS voltado para apoio a projetos culturais e, ao mesmo tempo, um fundo financeiro, com um funding composto com rubricas dos royalties do petróleo para financiamento de empreendimentos turísticos no município, auxílio aos empresários do setor de turismo frente às vicissitudes e acidentes naturais que diminuem consideravelmente o fluxo turístico e inviabilizam a atividade turística num determinado período de tempo e que insistem em acontecer, como por exemplo, enchentes, interdição de rodovias de acesso, etc., bem como o suporte para a realização de campanhas publicitárias emergenciais contra a crise. 
Por fim, seria razoável esperar do governo investimentos públicos com recursos do royalties do petróleo na atividade turística como forma de garantir a sustentabilidade da economia local, aumentando a participação relativa do setor de comércio e serviços na composição do PIB.
Vale lembrar que de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, extraídos da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS a partir de um questionário anual preenchido obrigatoriamente por todas as firmas registradas no país, é possível analisar a participação de cada setor da economia no total das firmas do município de Paraty. Observa-se que as microempresas representam em torno de 90% do total dos estabelecimentos formais existentes em Paraty e que a maior concentração dessas empresas é verificada no setor de Serviços seguido pelo de Comércio.

Paraty C&VB divulga o destino Paraty como um todo


Convention & Visitors Bureaux são organizações sem fins lucrativos, dedicadas à promoção do destino turístico, local ideal para realização de turismo de eventos, de negócios e de lazer.
No final do século XIX por iniciativa dos empresários de Detroit, USA, foi criado o primeiro Convention & Visitors Bureau do mundo. Logo em seguida, além de outros destinos norte-americanos, a idéia chega à Europa e em 1905 a cidade de Londres constituiu o seu Convention & Visitors Bureau.

A partir dos anos 80 a Ásia e América Latina aderiram ao movimento sendo criados os Convention & Visitors Bureaux das principais capitais, tais como: Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Montevidéo.

Com o passar do tempo os Convention & Visitors Bureaux se tornaram instituições mais completas, intermediando a venda do destino não só para profissionais do setor, mas para consumidores finais em sua totalidade. Dessa forma, passaram a assumir um papel diferenciado e de governança nos destinos turísticos que estão instalados, realizando parcerias com Prefeituras e Governos Estadual e Federal na promoção do destino e sua inserção nos mercados turísticos nacional e internacional.

Em Paraty/RJ o Convention & Visitors Bureau foi fundado em janeiro de 2007. A instituição tem como principal objetivo promover a Cidade de Paraty, divulgando nos mercados turísticos nacional e internacional o seu potencial natural, histórico, cultural, comercial, hoteleiro, náutico, gastronômico, de lazer, de eventos e negócios. Atualmente a instituição conta com mais de 70 associados, que unidos se dedicam à múltipla tarefa de divulgar mundo afora a diversidade de atrativos e encantos de Paraty, e de redimensionar e qualificar sua visitação turística, sempre respeitando o ritmo, a diversidade humana e cultural do lugar.

O que motivou e motiva a Prefeitura de Paraty em firmar parceria com o Paraty C&VB para executar ações, tais como a participação em diversas feiras nacionais e internacionais, como, por exemplo, a FIT/Buenos; EBS - Feira do Profissional de Eventos – São Paulo, SP; AVVIRP - Feira das Agências de Viagens da Região de Ribeirão Preto/SP; a Adventure Sports Fair  – São Paulo, SP; o Congresso da ABAV realizado no Rio de Janeiro/RJ, decorre do seu conhecimento dos mercados turísticos nacional e internacional; pela representatividade e liderança que a instituição têm junto ao trade local; pela seriedade na condução de todos os temas relacionados com turismo no município, bem como a participação efetiva nos programas do MTur dentro do Plano Nacional de Turismo, como por exemplo, o Caravana Brasil, Destinos Indutores, Inventário Turístico, entre outros, e também junto ao CONTUR, conselho responsável pela elaboração de políticas públicas para o turismo do município. Pode-se ainda afirmar que Paraty Convention & Visitors Bureau tem serviço prestado no município durante os seus quatro anos de existência, apoiando direta e indiretamente o Festival Internacional de Literatura (FLIP); Paraty Em Foco - Festival Internacional Fnac de Fotografia; Bourbon Festival Paraty; Festival Internacional de Cinema de Paraty; Festival da Cachaça e de Produtos Típicos Caiçaras; Carnamar - nas ondas da folia; Carnaval – maior festa popular do mundo.

Importante ainda destacar que de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, extraídos da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS a partir de um questionário anual preenchido obrigatoriamente por todas as firmas registradas no país, foi possível analisar a participação de cada setor da economia no total das firmas do município de Paraty.

Observa-se que as microempresas representam em torno de 90% do total dos estabelecimentos formais existentes em Paraty e que a maior concentração dessas empresas é verificada no setor de Serviços seguido pelo de Comércio.

Portanto, quando o Paraty CVB trabalha para promover e inserir a economia doméstica nos mercados turísticos nacional e internacional, tendo em vista a exposição sistêmica do destino local; e implementar ações que impliquem no recrudescimento do volume e do padrão de consumo da demanda turística e, consequentemente, na ampliação do volume de negócios, está trabalhando em prol da maioria das microempresas prestadoras de serviços e ligadas ao comércio e consequentemente ao turismo. Aqui fica clara a impessoalidade na escolha da entidade, pois direta e indiretamente está trabalhando para promover o destino Paraty e não uma pequena parcela da economia local.